Posts Categorizados ‘trilha sonora

07
mai
08

Chega de Saudade – Elza Soares, Marku Ribas e banda Luar de Prata

Um baile de lembranças
Thiago Corrêa

A trilha sonora do filme “Chega da Saudade”, de Laís Bodanzky, começa com o vozeirão de Elza Soares suplicando “Não deixe o samba morrer / Não deixe o samba acabar”. Pedido feito, desejo atendido. A cantora recebe a ajuda da banda Luar de Prata e da voz de Marku Ribas, que na década de 70 abriu o show de James Brown e já tocou com Mick Jagger e os Rolling Stones nos anos 80.

Com os dois veteranos no vocal e os metais da Luar de Prata, o samba mostra que tem vida longa. No disco, o ritmo ainda marca presença com músicas como “Um Calo de Estimação” e “De Noite na Cama”, de Caetano Veloso, que ficou famosa na interpretação de Marisa Monte. Aqui, a canção ganhou uma nova roupagem, com uma levada funk pontuada pelo baixo de Fernando Nunes e a voz insinuante de Elza.

Mas nem só de samba é feita a trilha. O repertório é composto por músicas que circulam pelos bailes de terceira idade e festas de formatura. Assim, não poderia faltar forró, mambo e das orquestras de salão. O forró está representado por “Você Não Vale Nada”, que ganhou destaque por aqui devido a uma paródia política nas eleições para governador em 2006.

O disco bem que poderia ser confundido com o trabalho da Super Oara, não fossem os vocais de Elza, Ribas e os competentes metais da Luar de Prata. A eficiência do grupo fica evidente nas versões instrumentais de “Bebete Vãobora” e “Como uma Onda”. Nelas, o arranjo é tão bem executado que os metais parecem cantar, evocando as letras de Jorge Ben e Lulu Santos.

A única música que não conta com a participação da Luar de Prata é a que dá nome ao filme. “Chega de Saudade”, fruto da parceria entre dois pilares da Bossa Nova, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, é executada pelo mestre tropicalista Rogério Duprat. A versão instrumental ressalta as variações de tons nostálgicos e cômicos.

O ponto negativo são as ausências de “Your Song”, de Billy Paul e “Smoke Gets in Your Eyes”, da The Platters, além das as músicas de autoria de Martinho da Vila, que aparecem no longa. O sambista, porém, é lembrado com a versão de “Mulheres”, de Toninho Geraes, imortalizada por Martinho da Vila. Na trilha, a canção é interpretada por Ribas.

30
abr
08

As músicas que tocam nos filmes do Cine-PE

As músicas que tocam nos filmes do Cine-PE
Thiago Corrêa

Cinema também é música. Além de usar as trilhas sonoras para criar climas e sentimentos, os quatro longas pernambucanos presentes na programação do Cine-PE ainda ajudam a divulgar a produção musical de bandas e artistas locais. Um exemplo é o filme “Amigos de Risco”, que tem trilha original da Chambaril, sob direção do músico Tomaz Alves de Souza. Uma oportunidade de conferir o trabalho da banda é na festa “Tudo Demais Tem Limite”, promovida pelo filme, hoje, a partir das 23h, no Quintal do Lima.

Com a experiência de já ter composto a trilha dos longas “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “KFZ-1348″, dos curtas “Véio” e “Uma Vida e Outra” e do espetáculo de dança “Conceição”; Tomaz conta que cada projeto pede uma sonoridade diferente. “Como os filmes são criações pessoais dos seus diretores, eu preciso me adaptar a eles”, diz o músico.

No caso de “Amigos de Risco”, o conceito da trilha surgiu depois de uma conversa com o diretor do filme, Daniel Bandeira. “É como se fosse o lado A e o lado B, porque casa com o roteiro do filme. O primeiro tem ritmos populares, com códigos musicais mais bem definidos. O lado B tem um clima de jam session, são experiências sonoras mescladas com imagens”, explica Tomaz. As 12 faixas compostas por ele e o Chambaril foram gravadas em três finais de semana.

Já o documentário “Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife”, único longa-metragem pernambucano a concorrer na programação oficial do Cine-PE, optou por uma trilha não-original de bandas locais. “Seria até inverossímil criar novas músicas para um documentário que se propõe retratar as sensações do Recife”, avalia Douro Moura, responsável pela montagem do filme.

O documentário “Pernambuco: O Golpe (1964-1979)”, que concorre com “Amigos de Risco” na Mostra Pernambuco, também segue essa linha. “Como são muitos depoimentos, usamos músicas mais instrumentais da época, para ficar no segundo plano e dar mais densidade à história”, revela o produtor Cleonildo Cruz.

A estratégia, porém, não é regra. Por se tratar de um filme sobre maracatu, o documentário “Que Baque É Esse?” ganhou uma trilha diversificada. “O filme já é recheado de maracatu, então eu precisava de músicas que não fossem do ritmo. Usamos composições que falam sobre a temática, mas que não necessariamente fosse maracatu”, conta Climério de Oliveira, um dos diretores do longa.




Agenda

junho 2012
S T Q Q S S D
« ago    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

arquivo

mais lidos

  • Nenhuma

twitter


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.